O logo encontra sua inspiração em Viena 1900, no movimento da Sezession, uma variante dentro da corrente Art nouveau, termo que se refere ao trabalho realizado, na última década do século XIX, por um grupo da vanguarda vienense conhecido como Wiener Sezession, fundado por artistas que tinham dificuldade em exibir sua obra no circuito convencional. As principais manifestações do movimento se deram na arquitetura, artes decorativas e gráficas. Destacaram-se, na Sezession, os arquitetos austríacos Otto Wagner, Josef Hoffmann e Joseph Maria Olbrich, o pintor Gustav Klimt e na área da decoração, Koloman Moser.

Nessa Viena imperial de 1900, Freud escreve A interpretação dos sonhos, assim como Klimt pintava o quadro "O Beijo", Schnitzler escrevendo romances e novelas e Adolf Loos propõe uma arquitetura já de alcance social, cada um por sua parte, a subvertem. Mesmo imersos na cultura de seu tempo, antecipam, construindo tanto no campo do psiquismo, da arte, da literatura assim como da arquitetura, o que é atualidade mais de um século após.


Gustav Klimt (1862-1918), pintor austríaco, fundador da Secessão vienense, movimento influenciado pelo Art Nouveau. Entre suas obras, destacam-se O retrato de Frau Fritsa Reidler (1906), a série de murais de mosaico (1905-1909) para o Palácio Stoclet, em Bruxelas, e o quadro, O Beijo (1907/08).


Adolf Loos foi um notável arquitecto, nascido a 10 de dezembro de 1870 em Brno, na República Checa, tendo exercido durante largos anos a sua profissão na Áustria, onde morreu, em Kalksburg (hoje pertencente a Viena), no dia 23 de agosto de 1933.

Arthur Schnitzler nasceu em 1862, em Viena (Áustria), filho de um famoso médico. Cresce em um ambiente em que se cultivava poesia, pintura e literatura; seu pai recebia em casa importantes personagens da cidade. Começa a carreira literária aos 18 anos, com a publicação de A Canção de Amor da Bailarina. Forma-se em medicina, em 1885, pela Universidade de Viena. Nos três anos seguintes foi assistente de um cirurgião. Interessa-se pelo estudo da psiquiatria, participando de congressos científicos em vários países. Exerce a profissão até 1894, quando decide dedicar-se à literatura.

Em 14 de maio de 1922, Sigmund Freud escreve a Schnitzler uma carta e faz algumas observações sobre a obra do escritor e confessa ter evitado, durante muito tempo, ser apresentado a ele, pois, ao ler seus textos, acreditava que tratava-se de seu “duplo”. Alguém que, como ele, era “explorador das profundezas” e que mostrava “as verdades do inconsciente”.

Trecho de carta de Freud para Schnitzler:
“ Sempre que me deixo absorver profundamente por suas belas criações, parece-me encontrar, sob a superfície poética, as mesmas suposições antecipadas, os interesses e conclusões que reconheço como meus próprios. Ficou-me a impressão de que o senhor sabe por intuição – realmente, a partir de uma fina auto-observação – tudo que tenho descoberto em outras pessoas por meio de laborioso trabalho.” (FREUD, 1922)





Pavilhão da Sezessio em Viena
Obra de Josef Maria Olbrich (1889)




O Beijo (1907/08)




Looshaus, em Viena - obra de Adolf Loos, 1909