
Evento

As estruturas freudianas das psicoses
Data: sábados, das 13h30 às 15h30;
16/04; 21/05; 16/07; 24/09; 15/10
Local: Escola de Estudos Psicanalíticos,
Rua Miguel Tostes, 949, sala I;
Porto Alegre
Lacan, em seu retorno a Freud, inventou a clínica psicanalítica das psicoses. Encontramos a formulação dos fundamentos desta clínica em seu seminário de 1955-1956, As estruturas freudianas das psicoses, publicado simplesmente como As psicoses. O que se entende por estrutura freudiana? Qual é a noção de estrutura que Lacan utiliza? Lacan destaca que a importância dada por Freud aos fenômenos da linguagem na economia da psicose, como em seu estudo sobre as memórias de Schreber, é o que permite que se possa falar em estruturas freudianas das psicoses. Contudo, isso não esgota o sentido da noção de estrutura em seu ensino, que se apoia na linguística saussuriana e na matemática para indicar que a estrutura se ordena como o conjunto dos “efeitos que a combinatória pura e simples do significante determina na realidade em que ela se produz”. Assim, considerar as psicoses e suas manifestações no campo da linguagem e segundo a função da fala constitui a questão preliminar para seu possível tratamento. Os fenômenos elementares, o automatismo mental, os delírios e sua função reparadora, as alucinações, a hipocondria, a mania, a melancolia e o delírio de negação, a paranóia e seus desdobramentos, as psicoses passionais e o delírio a dois, a esquizofrenia, a parafrenia, o desencadeamento da psicose, etc. são retomados à luz do mecanismo psíquico que especificaria a posição do sujeito psicótico: a Verwerfung (forclusão) do Nome-do-Pai. Por que a ausência do significante pai produz a degradação da linguagem na articulação e na sintaxe, perturbando o reconhecimento da posição de um sujeito quanto a seu ser e quanto a seu sexo? Como se daria então uma clínica lacaniana da psicose?
Informações e inscrições: fone 33284727 ou no local; investimento: R$ 30,00 por encontro.
Responsáveis: Cartel “As estruturas freudianas das psicoses” -
Carmen Franzen, Ely S. Marçal Filho, Fabíola D. Malaguez,
Martha M. Waukler Hoppe, Mirian C. de Guirotane,
Maria Cristina Fogaça, Maria Laura Ghirardi e Mario Fleig.