O DESEJO PERVERSO

Mario Fleig


Sofrer ou fazer o mal requer a certeza da impunidade. Deve-se destacar a diferença entre causar dor, sofrer dor, crueldade, humilhação, e o desaparecimento, a perda de si mesmo.

A dessubjetivação, o anonimato, a instrumentalização, a reificação e o objeto inanimado como causa do desejo são nomes equivalentes para o desaparecimento, que é magistralmente colocado por Gide em sua obra e que o autor escolhe entre os livros de cabeceira para demonstrar que o desejo é idêntico à quebra da versão tida como natural, sua perversão ou inversão.O desejo, então, só poderá ser perverso, mas esse fundo perverso comum a todo desejo não significa apagar a diferença entre a estrutura do desejo estritamente perverso e os fantasmas perversos dos neuróticos.

Nesta incursão pelo demoníaco que habita cada um, vamos nos deparar com o voto de morte ao feminino na discussão em que Mario Fleig coteja o particular e o universal por meio de seus dois pilares, a ciência e a religião.

O autor também nos leva aos detalhes das condições de uma clínica da perversão e à interpretação do paradoxo do desejo do perverso por meio de uma entrevista com Charles Melman.


Mario Fleig
Psicanalista membro da Association lacanienne internationale, um dos fundadores da Escola de Estudos Psicanalíticos, doutor em Filosofia e professor da Unisinos.



CMC Editora
Preço de Capa: R$ 40,00
ISBN: 978-85-88640-12-2
páginas: 166
ano: 2008

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